segunda-feira, 10 de abril de 2017


 













Na ressurreição de Cristo
Eu desejo que cada um 

Possa renascer junto. 

Que em nossos lares sejamos luz
Na caminhada do dia a dia


Que sejamos renovados que
O dom da vida possa ser benéfico.


Dora Dimolitsas

domingo, 9 de abril de 2017


 










A soberba são brados de guerra
Com valores nebulosos,
Recolhendo dores, e desencantos.


O naufrago chora
Equilibra-se, e cala-se
Em deriva. 


Permanente gangorra.

No vazio da certeza
Cavalga, na alma do tempo. 



Só um murmúrio.
Na frágil luta pela sobrevivência


Dora Dimolitsas

quinta-feira, 6 de abril de 2017













 



Comemorativo a Zumbi dos Palmares

Zumbi dos Palmares
O Pilar, o negro guerreiro que grita que fala
É palmeira, sem eira nem beira
Vagabundo no mundo, 


Açoitado , coitado
A quimera de uma era
Fortaleza de uma nação

Cada negro carrega no peito
O orgulho da pele,do sangue que sangra,
Que pulsa que grita,
Zubi dos Palmares ,O Pilar,

O negro guerreiro do sangue que pulsa,
Que grita, e agita.
É o Atlas negro,

A espinha dorsal,no meio do milharal,
Ou do cafezal ,
Na senzala e na sala.

Só se fala do mala ,
Daquele que fala,
Que grita, e agita.

Mesmo sabendo que pode
ficar sem as tripas.

Dora Dimolitsas

quarta-feira, 29 de março de 2017

Minha visão do amor.
Define-se na mão estendida,
No sorriso aberto,


Na mão que segura.

Sendo a luz que brilha
Na noite dos dias.


A bandeira do sonho
Sol que penetra na alma

Aquece os dias...

Envolve o coração
Doa sentimentos,
Mostra caminhos


Fortalece as lições da vida
Contida na Natureza
Algo indefinido, sentido e etéreo,
Brinda a vida de alegrias.


Nas indecisões, nos faz sonhar.
Acreditar e cantar
O Sol brilha,musas bailam


A vida se encheia de ternura.

Vivemos realmente,
Não querendo acordar.


temos motivos para aperfeiçoar
As emoções no verão.

Não existe lugar para tristezas,

Pode chover forte,
Molhar nossos olhos,
Mesmo na incerteza.


Acreditamos que o jardim vai brotar,
E as flores desabrocham ,
Amar é sempre um eterno florescer.
Isto é amar.


DORA DIMOLITSAS

terça-feira, 28 de março de 2017











Quando jovem, era alegre, cheia de vida, e com muitos projetos voltados para o futuro. Tinha em mente que é na juventude que devemos criar nosso pé-de-meia, trabalhei sem descanso até aposentar. Ainda bem que no clic da vida acontece imprevistos, os quais tornam nossos dias bem mais agradáveis, e cheios de vigor. Um dia, estava na feira ,em pleno sábado, e um belo rapaz, me olhava, de tal maneira que parecia me despir, ao notar que eu o olhava também, imediatamente, se aproximou e foi logo dizendo, ola, Eu sou o Karilaos, você tem namorado? surpresa respondi abobalhada , bem, não! E a surpresa maior foi.; Ele pegou o carrinho de feira de minha mão, e com uma voz compenetrada disse, bem ; então de hoje em diante você é minha namorada. E puxando o carrinho seguiu, e me chamou, vem! Te levo em seu cafofo, na entrada do prédio, agradeci, me despedi, e nova surpresa! Negativo, vou subir, quero conhecer a família de minha namorada. Assustada, e muito curiosa, peguei o elevador, e ele veio junto, em casa, entrei pela cozinha, ele entrou, deixou o carinho e invadiu a casa, entrou na sala, depois foi de porta em porta, abriu todas , e eu assombrada, pedi para minhas irmãs!
Gente ninguém sai de casa hoje, acho que este moço não gira bem da cabeça. Depois de fazer uma geral na casa toda, ele, disse! Agora eu preciso ir, vou levar o almoço dos meus pais, por que hoje é meu aniversario. Disparei a rir, e ele completou, vim comprar almoço pronto para poupar minha mãe. As dezenove horas estarei aqui para firmar nosso namoro, sem consegui responder, ele deu até, e se foi. Fiquei preocupada, e bem mais curiosa. Na minha juventude, os rapazes ainda tinham um certo respeito para com as moças, e a família era muito importante, então não corria o risco de que ele poderia ser perigoso no sentido marginal, ainda assim morava sozinha, com três irmãs, sendo a mais velha, cuidava de todas, então pedi, hoje por favor, ninguém sai de casa, e foi uma rizada geral, ninguém acreditava no que contei, mais ainda assim ninguém saiu. As dezenove horas em ponto, ele chega, pensei; preciso conversar, esclarecer as coisas, então ele me pegou pela mão, me puxou para a cozinha, e , foi logo dizendo, eu entendi, fui bastante precipitado, mais é que eu não sabia como fazer para não deixar você escapar, achei melhor ser franco de uma vez. E assim de surpresa em surpresa, fomos nós conhecendo, no ano seguinte, quinze de setembro, nós casamos, hoje, trinta e nove anos depois, este jovem ainda consegue me surpreender com suas maneiras diferentes de ser; Alguns momentos bem característico dele, do jovem que a vida me reservou.
Logo no primeiro mês de namoro, ele passou a reclamar pela falta de tempo que tínhamos. Sempre trabalhei em trés empregos, de quatro horas cada um, lhe disse claramente, preciso fazer meu pé-de-meia. No dia seguinte ele passou a me acompanhar em cada emprego, e naquele dia ficou me esperando até o horário de sair de cada um dos lugares onde trabalhava. Ele faltou a escola, onde terminava o Curso de Eletrotécnico, só para se certificar que eu realmente, na minha idade, trabalhava tanto, o que na opinião dele era impossível uma jovem tão dedicada ao trabalho. Outra ocasião disse que me buscaria no serviço! Na saída ele não estava , peguei um ônibus e fui embora, mais ouvi gritos, e curiosa prestei mais atenção, era ele correndo atrás do ônibus, o motorista parou no farol ,e ele entrou no ônibus me pegou pela mão e saímos do ônibus morrendo de rir, deixando o povo no ônibus perplexo. Banhos de chuva, sentar no chão do metrô, correr atrás de ônibus. E assim tem sido minha vida com este maluquinho, cheio de energia alegre, atrapalhado, mais foi a coisa mais importante de minha vida. Sempre devemos estar prontos para as surpresas que a vida nós reserva.

Doroty B.J. Dimolitsas

segunda-feira, 27 de março de 2017


















Viajar vales, sentir cheiros,
Cavalgar, beber na fonte.
Adentrar labirintos holográficos

Conhecer o espelho de Afrodite

Unir forças ao escudo e lança de Ares,
No papiro, os artefatos celebres,

Camicazes hábeis,
De Cossacos e Troianos, 


Na fúria das Amazonas,

Perdem escudos,
Viram vândalos gladiadores.


A força da fêmea ávida,
Vencida na relva.



Dora Dimolitsas